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Num barco, no mar revolto de palavras

Um texto só sobrevive, se arrebanhar um leitor!!!!
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domingo, 29 de março de 2009

Como uma dízima

Você já teve um filho? Não teve? Mantenha a tranqüilidade! É só uma questão sexual! Veja como é!!!

Como uma Dízima!

Gente esperando no hospital andando para lá e para cá. O estado nervoso é de predominância em todas. A espera é difícil, mas a gente espera sangrando e não há outro meio: aguardar. É como estar numa fila longa de banco e o interminável esperar. Ainda mais quando você é o próximo da fila e os que estão sendo atendidos nos caixas começam a demorar, porque tiraram da bolsa todos os documentos do mundo para num só dia pagar. Este fato provoca na gente uma sensação de abandono e de menosprezo.

No hospital é muito pior, só você está com pressa, os profissionais que trabalham lá não parecem ter a mesma pressa. Os médicos andam rápidos, porém sem pressa, é possível ver até alguns contando piadas ou até mesmo conversando sobre futebol enquanto atende um paciente. Se você leitor já passou por isso, sabe do que eu estou falando. Acredito até que seja normal, é o local de trabalho dele! Quem não falou de futebol, músicas e outros assuntos alheios a sua profissão no seu local de trabalho?

Mas quem está esperando, não quer saber disso! Ele quer que o seu problema seja resolvido. Quando a gente nasce é assim! O pai fica andando no corredor para lá e para cá num desassossego, enquanto a mãe passa de médico em médico para a avaliação do quadro e da preparação para o parto. O amigo leitor e a amiga leitora já passaram por isso com certeza. Se não, com certeza, também vai passar, esse é o caminho sexual de todos. A diferença é como se lida com o estado nervoso.

Quando apontamos a nossa cara para o mundo pela primeira vez, não demora muito para aparecer algum tipo especulação, os exemplos são comuns: É a cara do pai, também ao contrário, é a cara da mãe! O vovô, também, solta a sua frase “é a minha cara”, a vovó não fica atrás. Quando se chega em casa, os irmão também já entram na disputa e ganhamos aparência dele em segundos. Nesta escala, é possível que até o vizinho queira ter cara no bebê, entretanto só não fala a frase por uma questão de ética. Em suma todo mundo quer ter a cara na criança.

Quando vai para pré-escola então, é até bonito de ver. No primeiro dia vai a família inteira: A mãe, o pai pede até dispensa do trabalho, a avó, o avô, até aquele vizinho gostaria de ir, não vai, entretanto curte a frustração de não ter ido. Depois que a criança passa o portão de entrada, fica aquele desassossego em todos, até que a criança apontar de volta pelo portão de saída.

A professora sofre, no primeiro dia de aula, uma metralhada de perguntas sobre o comportamento da criança quando longe dos pais ou da comitiva presente. Quando vai para o primeiro ano escolar, já na fase de alfabetização, é a mesma coisa, lá está a mãe. Às vezes o pai e outras a avó. Aquela aglomeração de gente da fase anterior já não existe mais. Agora é apenas um e basta!

Quando chega o momento de freqüentar o sexto ano, nesta fase é que a criança vai conhecer aquela multidão de professores, então se inicia o processo de angústia de novo, a insegurança é mais dos pais do que dela. È possível ver até pai entrando na sala e escolhendo a carteira em que o filho vai sentar. Ele está mais nervoso do que o filho. À medida que o tempo vai passando, os pais vão relaxando, relaxando, relaxando que quando o filho já está no ensino médio, nem aparece mais na escola e alguns ficam até bravo, se a escola liga para casa para contar das peripécias dos filhos. Isso é privilégio de pais! Não podemos abrir mãos dessas informações! Temos a obrigação de saber o que está acontecendo com os nossos filhos.

Se voltarmos lá no início deste exercício raciocínio verificaremos que toda aquela preocupação com a criança, comparada com a postura de agora, poderiamos até pensar que as pessoas que queriam ter a cara naquela criança, de certo modo, desistiram ou as caras, agora, estão todas deformadas e não se assemelham a ninguém. Agora, nesta fase, parece mais a cara de abandonado.

Este quadro faz lembrar uma Dízima Periódica, na qual após alguns números a repetição de um outro algarismo é uma constante. Quando isto acontece para a gente, durante este cálculo, fica num desânimo e aceita como resultado definitivo o algarismo da terceira casa e abandona o resto da operação. Filhos são seres humanos, nunca uma operação de divisão. Se fosse para usar a visão da matemática, ele estaria mais para uma operação de soma do que para outro tipo: Atenção + Educação = Filhos.

(Santiago Derin)

31 comentários:

  1. Ademar, belo texto o seu! Você, conseguiu de certa forma, sintetizar quase tudo o que passamos para ter um filho. Eu tenho um de 16 anos, e também passei por isso, talvez tenha passado por mais...
    Mas gostei do texto, de verdade!
    Tenha uma boa semana!!!
    njs

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  2. Amigo, muito legal o seu texto. assim como a Mylla, tenho de 15 anos.Acompanho sempre a vida dele escolar, mas nesta fase, não está nada fácil. Mas estamos levando. Tenho um de 22 anos também. Maravilhoso. Mas é bem assim mesmo o que acontece. E você descreveu muito bem. Nos que somos mâes e temos que parir, é que sabemos muito a pressa e tempo nesta hora.Adorei o texto.
    Olha, percebi que o seu texto esxta em duplicidade.
    Abraço
    Sandra.

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  3. Gostei do seu texto,tenho uma filha de 21 anos,a pior fase já passou...rs. Obrigada pelo comentário em meu blog.

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  4. Boa noite Ademar, como vai?
    Muito legal receber um comentário no blog..
    E espero que sempre comente de agora em diante.
    Fique atento a novos textos.
    Abraços.
    Edson

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  5. Boa noite Ademar...adorei seu texto e passei por tudo isso incluindo a situação de abandono....minha filha é casada...e foi ai que me senti ..abandonada...mas tudo valeu a pena.
    Abraços

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  6. Olá!
    Obrigada por comentar em meu blog, e gostei muito de seu texto.
    Talvez eu não queira ter filhos, ou se quiser tê-los, pensarei com cautela sobre isso.
    Gostaria de saber se tens msn, pois sou formada em letras, e desejo ministrar aulas, mas a situação anda bem complicada, e sempre que posso pedir uma ajudinha, eis me aqui. rs.
    Obrigada mais uma vez por ler e comentar.
    Beijos, e tudo de bom.

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  7. Olá!
    Gostaria de agradecer por ler e comentar em meu blog, e dizer que gostei muito de seus textos, já estão entre meus favoritos!
    Tbm gostaria de pedir seu msn, se tiver ou orkut, pois sou formada em Letras, na área de educação como vc, e a situação anda bem difícil, e precisava de uma ajudinha para dar aulas!
    Obrigada mais uma vez, e desculpe o incomodo! rs.

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  8. Ademar:
    Ser humano é previsível. Sempre fazemos uma ação com algum tipo de objetivo. Pais com filhos são a mesma coisa. Sempre esperamos até o que não oferecemos...

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  9. Oi, obrigada pelo coment. Fico lisonjeada, vindo de alguém q já lecionava quando eu ainda estava nessa fase, de procurarem suas caras em mim.

    Não se se quero ter filhos, e sei também q provavelmente mudarei de idéia um dia e passarei por tudo isso. Mas acho que todas essas constantes e inevitáveis mudanças, mesmo previsíveis, é q dão toda a graça e colorido, no aprender de cada dia.
    Eu vejo, acho que como uma progressão geométrica. Mesmo por parte dos pais, progressão sim, em todas as conotações possíveis da palavra.

    Grande beijo

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  10. Gostei do que escreveu aqui e muito mais o escrito no meu blog.
    Bjss
    Helena Lescano

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  11. Gostei do escrito aqui e muito mais do postado no meu blog: perfeito.
    Bjsss
    Helena Lescano

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  12. Uippp...!!!Arrasou geral!!!
    Amei a vericidade do texto!
    Agradeço a visita ao meu blog.
    Voltarei em breve.
    Bjsss...milll...

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  13. obrigada por sua visita ao meu blog, estou retribuindo, grande abraço!
    Aparecida Torneros

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  14. parabéns pelo blog e obrigada pela visita que fez ao meu!! abraços cariocas!
    Maria Aparecida Torneros

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  15. Oii.. passou nu blog? Obrigada adoreii sua visita,ah! adooreii o texto sobre como eh ter filhos huahauhuahua...sensacionaL!
    volte sempre viu?

    bjinhO

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  16. Oii... obrigada pela visita viu? apareça sempre que quizer. ahhh eu adoreii esse post muito bom rs!
    apareça sempre
    bjinhooo

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  17. Obrigada pela visita no meu blog :D
    E gostei do texto, apesar de não ter filhos ainda, concordo em algumas coisas.
    Beijos

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  18. Vim retribuir a visita ao blog e me tornar uma seguidora do seu!!! Amei o texto! Um abraço :)

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  19. Nossa, muito obrigada por ter passado pelo meu blog, fiquei muito feliz por alguém que escreva tão bem como você ter comentado lá. Enfim, seu blog é ótimo e esse post diz 100% a verdade, chega em uma certa época em que os pais simplesmente "esquecem" seus filhos, eu estou no ensino médio e sei bem como é isso, haha.
    beijos.

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  20. Obrigada, como uma boa gaucha vim retribuir a visita.
    bijuxxxxx

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  21. Oi Ademar, seja muito bem vindo. Gostaria de saber o que achou. Estou pronta a críticas que venha enriquecer o "A caminho da Cultura"
    Volte sempre, abraço.

    6 de Abril de 2009 14:20

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  22. Ademar, obrigada por sua visita em meu Blog...Volte sempre! Abs.,

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  23. OI, Ademar, obrigada pela visita só me ressenti de não ter deixado suas impressões. Esse seu texto é bem verdadeiro, eu é que sempre fui uma mãe super preocupada e interessada. Certa vez, numa apresentação teatral no colégio, para os pais, só eu compareci. Já era uma turma de 8a série e provavelmente os pais estariam trabalhando naquele horário da tarde.Você não imagina o sufoco de ter os "atores" se exibindo praticamente para mim. Um grande abraço

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  24. Belo texto, obrigada pela visita e sinta-se a vontade para voltar.
    abs.

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  25. É passamos por muita coisa para ter um filho na nossa vida...
    mas vale a pena
    eu tenho uma mas vale por 10...rs
    Obrigada pela visita
    tb gostei do seu espaço aqui mto legal
    Boa Terça pra vc
    Bjos

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  26. Oi Ademar! Muito obrigada pela visita!
    Fico meio tensa quando sou visitada por professores...rs
    Vou navegar pelo seu blog para conhecê-lo melhor!
    Um abraço,
    Renata

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  27. Obrigada pela visita Ademar!! Seja sempre bem-vindo!! Abração! Bia

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  28. OI, sou eu novamente. Cheguei para agradecer sus palavras no meu blog e acabei ficando.Gosto de sua maneira de dizer coisas novas e antigas, de uma maneira só sua. Grande abraço

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  29. Gostei do Blog, realmente como o nome diz "Uma cara nova", pois é isso que o Brasil precisa de caras novas. valeu Ademar

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